|
|
|
|||
| Terminologia Básica em Controlo de Fumo | ||
Hermínio DR |
||
| Universidade Nova de Lisboa, Faculdade
de Ciências e Tecnologia |
||
A área científica e tecnológica do controlo de fumo emergiu recentemente no âmbito da engenharia de segurança. Insere-se nas actividades de projecto em electromecânica, pela concepção e execução de instalações em edifícios, para protecção do público utilizador dos espaços interiores ou para salvaguarda de bens raros e caros contra os perigos do fumo, em caso de incêndio. Daí que o seu conteúdo contenha participações de engenharia mecânica e electrotécnica, no âmbito das instalações especiais, quer complementem os traços arquitectónicos e as estruturas de engenharia civil em edifícios destinados a receber muito público (exemplo: hotéis, bancos) ou protejam bens materiais de alto apreço (em museus, arquivos) a preservar dos prejuízos corrosivos do fumo quente e asfixiante. Desde meados do século XX que se tenta evitar os inconvenientes do fogo nos edifícios por técnicas de detecção e alarme de incêndios. Reconheceu-se ser importante extinguir a combustão tão cedo quanto possível, depois da eclosão do fogo, pelo que os esforços da engenharia se orientaram para a implementação de processos de extinção automática, em complemento da acção de combate ao fogo pelos bombeiros. Mas o fumo desenvolvido na queima das substâncias existentes nos locais interiores aos edifícios continuou a manifestar-se como causa principal da morte de pessoas e, eventualmente, na danificação de bens preciosos longe do sítio do sinistro, em consequência da propagação do fumo à distância. Actualmente, considera-se que os grandes imóveis devem dispor de meios tecnológicos de segurança contra incêndios, sobretudo para controlar o fumo desenvolvido e propagado nos espaços com público, a fim de evitar os seus gravosos danos. Particularmente críticos são os caminhos de passagem para o exterior (corredores e escadas) nas ocasiões de evacuação, devendo ser efectuada uma conveniente desenfumagem por intermédio de equipamentos adequados. Esta nova tecnologia, para ser implementada na moderna urbanidade, exige a definição de condições regulamentares. Tais especificações foram sendo publicadas, durante a última década, para recintos de espectáculos, hospitais, escolas, estabelecimentos comerciais, estádios e outros tipos de infra-estruturas sociais. Os legisladores portugueses seguiram, genericamente, as prescrições francesas. Por isso, as adaptações terminológicas aproximaram-se do léxico francês. Entretanto a influência da língua inglesa tornou-se dominante na ciência e tecnologia, provocando novas adaptações lexicais. Foi desta maneira que o conceito de controlo de fumo (smoke control) se impôs à primitiva designação de desenfumagem (désenfumage). E por aí adiante, criando um novo conjunto terminológico, que deve ser sedimentado pelos utilizadores dos sistemas de segurança. Aqui apenas se referem alguns dos termos
inovadores em português, acompanhados das respectivas traduções
em inglês. Ao mesmo tempo indicam-se as opções regulamentadas
nos diplomas publicados oficialmente em Portugal, as quais estão
em vias de actualização no anunciado Regulamento de
Segurança contra Incêndios, ainda em preparação
e onde se espera que as definições apresentadas sejam
tidas em conta. |
||
| altura de fumo (smoke height, na língua inglesa) Distância vertical admissível da camada de fumo.
altura de referência
altura livre de fumo
barreira [painel, nos regulamentos
portugueses]
camada de fumo
cantão
controlo activo
controlo passivo
desenfumagem
evacuação
extracção de fumo
extractor [ventilador de extracção
de fumos]
exutor
insuflação de ar
insuflador [ventilador]
obturador [registo]
pressurização [sobrepressão]
vão de fachada Obviamente, existem outros termos próprios da tecnologia de controlo de fumo. Mas as suas equivalências linguísticas são praticamente directas, sem dificuldade de tradução. A figura 1 exemplifica termos do controlo passivo e a figura 2 indica termos do controlo activo. |
||
| REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS | ||
Hermínio DR,. Sopros de Riscos: Teoria e Prática do Controlo de Fumo em Incêndios nos Edifícios, Lisboa, Hader, 2003. |